segunda-feira, 15 de setembro de 2008

SENADOR POMPEU EM SOBRAL





Vicente Martins


Impressiona-me a atuação do senador Pompeu como como professor, educador, diretor do Liceu do Ceará e inspetor de instrução na província cearense. Onde estariam as bases intelectuais do menino de 16 anos, futuro senador imperial? Respondo: Sobral.


O pai do senador Imperial Thomaz Pompeu de Sousa Brasil era Tomás d’Aquino Sousa, que o o destinou, desde cedo, para a carreira do Sacerdódico, tendo matriculado Tomás Pompeu, , na Aula Régia de Latim de Sobral, regida pelo seu materno, advogado Gregório Francisco Torres de Vasconcelos.


No capítulo “Os passos da educação”, em seu prestimoso livro Origem da Cultura Sobralense, padre Francisco Sadoc de Araújo (2005) fala da caráter do professor Gregório,nascido em 17 de novembro de 1785, na Fazenda Flores, sertão de Santa Quitéria, filho primogênito do matrimônio de Gregório José Torres e Vasconcelos e de Isabel Pinto de Mesquita[i]. Gregório era titular de aula de Gramática Latina da vila sobralense, oficialmente em 26 de junho de 1825 (p.133).
Sadoc refere-se ao professor Gregório Francisco como um “homem íntegro e de muito caráter” corajoso e reagia, como autêntico liberal, os atos de prepotência do presidente da Província José Martiniano de Alencar. Relata-nos o cônego Sadoc que entre os “alunos adiantados” de Gregório Francisco, destacava-se seu sobrinho, o jovem Tomás Pompeu de Sousa Brasil que chegara a Sobral a 23 de fevereiro de 1834, com 16 anos de idade, tendo estudado durante mais de dois anos com seu tio professor” (ARAÚJO: 2005, p.137).


Diz ainda Sadoc: “Tomás Pompeu viajou depois para Olinda onde se fez sacerdote e advogado. Retornando ao Ceará, militou na política tornando-se, nacionalmente, famooso no tempo em que exercia mandato no Senado do Impérito. Senado Pompeu, quando estudava em Sobral, a 20 de julho de 1836, solicitou da Câmara atestado de pobreza e de boa conduta, no que foi atendido. Seu tio, o admirável professor Gregório Francisco, a quem Sobral muito deve, faleceu a 13 de abril de 1868 e foi sepultado na Matriz sobralense deixando viúva sua mulher Antônia Gregorina que, por sua vez, expirou a 12 de janeiro de 1887, com 92 anos de idade”. (ARAÚJO: 2005, p.137-138)


Vicente Martins é professor da Universidade estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral.

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